Impulsionado por diferentes acionistas e clientes, inúmeras empresas começam a sentir a necessidade de tomar ações éticas, e vigiar suas decisões, de modo que não danifiquem sua imagem.
A ética pode ser considerada normativa ou descritiva. Uma ética normativa auxilia em dilemas éticos encarados por administradores, investigando os efeitos de determinadas ações e auxiliando os administradores a decidirem o que é certo ou errado para cada uma das situações cotidianas, atribuindo regras e normas a cada uma das ações, estas que são ou deveriam ser instituídas pelo governo; sua utilização é tão comum, que atualmente, a maior parte das empresas possui um código interno de ética. Já a ética descritiva utiliza-se de estudos científicos para analisar os comportamentos reais da organização e membros. A partir de tais conceitos, resta à organização decidir se a ética pode ser entendida como um conjunto de normas e regras aceitas para qualquer ocasião, em qualquer local; ou decorrem de ações passadas que podem ser usadas para o presente.
Uma das ligações entre ética e organizações é o fato de que a primeira pode ser utilizada pela segunda para geração de uma vantagem competitiva. Este fato pode ser reiterado pelas afirmações de Friedman, o qual afirma sobre a objetividade financeira à qual a organização se compromete, sem negar os compromissos éticos por ela gerados, ou seja, uma não elimina a outra.
Potter e Kramer afirmam que a ética deve ser utilizada para dar suporte ao contexto competitivo e melhorar a qualidade do ambiente em que as empresas se encontram.
Outro ponto de vista, de acordo com Soares, defende a idéia de que a ética deve ser buscada por cada indivíduo, e não apenas um resultado de códigos, o que pode gerar benefícios para toda a organização.
Uma forma de gestão que permite o individualismo é uma burocracia mais liberal. Neste caso, cada indivíduo passa a ser mais criterioso e agir mais eticamente. O argumento contra burocracia é seu caráter técnico que permeia as ações e os pensamentos da maioria de seus membros, pois desta forma, os indivíduos acabam se desligando de seu papel como responsáveis pelo bom exercício ético e social.
Um dos maiores problemas vistos pelas empresas é o paradoxo entre a ética e os negócios. Quinn e Jones defendem a idéia de que toda vez que os lucros são vistos como objetivo principal da empresa, a ética sai no prejuízo- isso se dá pelo fato desta última poder causar gastos (mão de obra e matérias primas mais caras), e neste caso, serem cortadas em detrimento do primeiro. Do mesmo modo, empresas que muitas vezes agem eticamente, às vezes podem ser consideradas antiéticas por usarem suas ações moralmente corretas como meio de autopromoção. E é neste ponto que se encontra o maior paradoxo da ética e dos negócios: se uma organização não toma atitudes éticas, ela é antiética, ao passo de que se o faz, pode ter o mesmo fim. Ademais, muitas das ações éticas providas por empresas não são resultado de sua preocupação com o mundo, e sim, de pressões de grupos de interesses.
Na prática, o ato pode ser considerado ou não ético dependendo do contexto, ao mesmo tempo em que seguir as regras puramente, como visto anteriormente, pode ter efeitos antiéticos. Uma atitude mais racional, portanto, seria conciliar os dois conceitos acima, ou seja, considerando o contexto em que cada organização está inserida, ela deve construir suas regras e adaptá-las às circunstancias e à época em que se insere, podendo, eventualmente, quebrá-las para que determinados fins éticos sejam atingidos.
Para citar a utilização da ética na prática, o livro faz menção a um estudo de Gordon, que por algum tempo explorou e analisou o serviço policial de New South Wales. Nesta organização, fora possível notar inúmeras ações antiéticas que permeavam o cotidiano dos policiais: abuso de autoridade, subornos, vendas de drogas, dentre outros; tais atividades eram livremente exercidas e suplantadas pelo poderio dos mais altos cargos da unidade, desta forma, o autoritarismo e a disciplina rudes levavam todos os policiais, mesmo os que não eram corruptos, a aceitarem tais atividades. Para tentar abolir tais práticas, Mr. Peter Ryan passou a adotar reformas, utilizando-se de teorias modernas. Desta forma, após algum tempo, fora implantado o “Operations Control review”, cuja principal função era através de transmissões televisivas para todas as unidades, realizar entrevistas com diferentes áreas, e de maneira seca e direta, cobrar resultados. Entretanto, tais análises eram muito superficiais e não permitiam que detalhes relevantes fossem considerados, desta forma, a organização foi transformada em uma instituição de busca de resultados, sendo eles relevantes ou não para a mesma.
Tal exemplo ilustra um mau exercício de autoridade e das teorias organizacionais elucidadas ao longo do livro de Clegg, pois para se ter uma real noção dos problemas e dilemas éticos que circundam uma organização, primeiramente, ela deve estar aberta a discussões, permeadas ou não de regras preestabelecidas.
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 08/06/2010, GRUPO 05
Buscando uma maior profundidade do tema, mostrando as vantagens da Ética dentro das empresas e como ela é motivada, o grupo gostaria de dividir a reportagem abaixo, retirada da revista Rumos (editada) que traz importantes informações a respeito da Ética empresarial.
Rumos conversou (...) com a especialista Maria Cecilia Coutinho de Arruda, que estuda e trabalha com ética empresarial na Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo.
Acredita a expert que ética e lucro não apenas são compatíveis, mas essenciais. E argumenta: "A função de toda empresa é gerar produtos, serviços ou idéias que atendam às necessidades da população, da comunidade, da sociedade. Se ela não fizer isso de uma maneira lucrativa, eficaz, significa que não está usando adequadamente os recursos disponíveis, sejam eles humanos, de capital ou tecnológicos. E todos eles têm que ser eficazes e de qualidade moral. A empresa não lucrativa é incompetente e a incompetência não é ética." Ela entende que o lucro em si não é o problema, mas sim como ele é conseguido e de que forma é usado: "O lucro abusivo, gerado a partir da exploração de recursos humanos ou naturais, é um exemplo de mau uso. E isso é falta de ética." Onda de transparência - Cecilia ensina que os fundamentos da ética empresarial se baseiam em tripé composto de intenção, ação e circunstâncias. Esses três pontos devem ser eficazes e constar tanto da estratégia como da política econômica das empresas, sejam elas públicas, privadas ou sem fins lucrativos: "Quando a intenção dos lucros é distorcida, provavelmente o modo para se alcançar esse lucro será antiético. Da mesma forma, as políticas das empresas - que em última instância são as suas ações - também precisam ser boas. Por último, deve-se levar em consideração as circunstâncias e as conseqüências dessas ações. Se as conseqüências forem ruins, não adianta ter boa vontade ou boa intenção." Para evitar distorções, Cecilia recomenda que se leve em consideração esses três fatores em cada tomada de decisão da empresa.
Percebemos pelo trecho extraído da reportagem que cada vez mais, as empresas e seus funcionários entendem a importância da Ética dentro de suas empresas. A ética, hoje, não é mais vista como um diferencial, mas sim como um pré-requisito para as empresas.
Isso fica mais claro quando analisadas empresas do exterior, como dos Estado Unidos, União Européia e Ásia. Mas, como coloca o artigo em um trecho não publicado aqui, o brasileiro ainda não é muito adepto deste pensamento. No Brasil, existe ainda o medo do desemprego, por isso muitos optam pela omissão. Para não serem demitidos, muitos apenas ignoram ações que as empresas onde trabalham tomam que julgam anti-éticas. Além disso, existe o medo de não conseguir mais emprego se fizer a denúncia, pelo fato de nenhuma empresa confiar mais naquele funcionário, que delatou sua antiga empresa. Entretando, há também aqueles funcionários que, mesmo omissos, não compactuam com a falta de ética e mudam da empresa onde trabalham ou até de profissão.
A ética dentro da empresa esta cada vez mais se tornando um fator menos diferecial e mais necessário. É importante essa percepção pois a agregação dela à empresa trará melhores resultados e, além de tudo, melhorará a imagem da empresa.
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 09/06/10,GRUPO 04
Grupo 4 – Complementação
Ética nas organizações
Visto o material disponibilizado pelo grupo acerca o assunto “Ética nas organizações”, e analisada a argumentação da expert em ética empresarial, Maria Cecilia Coutinho de Arruda,que ética e lucro não apenas são compatíveis, mas essenciais, vamos, nesta contribuição analisar as ações de uma empresa que pode ser considerada ética, pois além de prestar um serviço à população que visa à melhoria de vida dela, ainda consegue um alto retorno financeiro, sendo utilizado continuamente em melhoria de seus serviços para prover uma melhor assistência a seus clientes.
A empresa em questão se chama “B2U Editora”¸ ela controla o portal na internet intitulado Minha Vida (www.minhavida.com.br) e oferece serviços de emagrecimento online (este sendo um serviço pago), além de fornecer, no portal, a seus usuários reportagens sobre saúde, alimentação, beleza, fitness, gravidez e cuidados com o bebê, tendo como suporte especialistas renomados e editoriais responsáveis. Além disso, promoveria a interação entre especialistas e usuários, estimulando a formação de comunidade através de ferramentas como o “fórum”.
Veremos aqui como a estratégia da empresa se utiliza dos alicerces da ética empresarial, intenção, ação e circunstâncias, mesmo que, aparentemente, não tenha um conhecimento profundo sobre eles, apenas uma visão ética embrenhada em sua visão, missão e valores. Circunstâncias na B2U editora O portal foi lançado em 2004 pelo nome de Dieta e Saúde, oferecendo somente o programa de emagrecimento.
O sócio diretor da empresa, Daniel Wjuniski,juntamente com seu sócio, perceberam que as pessoas tinham uma crescente preocupação e interesse em informações acerca de bem estar e saúde. Nas palavras do próprio Daniel, “há 50 anos, fumar era cool, academia não existia, não tinha protetor solar. Hoje, estar suado em dry fit é melhor do que ter relógio no braço”.
Além desta percepção da necessidade de mercado, havia previsões otimistas sobre a indústria de saúde e bem estar. Esta indústria, que incluía também as academias, seria próxima a chegar a um trilhão de dólares no mundo.
A empresa somente expandiu seu negócio de modo a fornecer gratuitamente informações sobre saúde e bem-estar em 2005, quando começou a firmar parcerias com grandes portais como MSN, Yahoo e UOL, gerando conteúdo sobre esses assuntos para eles, de modo a expandir o nome da marca Minha Vida. Portanto, as circunstâncias de uma preocupação crescente com bem-estar, saúde aliado à expansão do uso da tecnologia pelos consumidores, foram favoráveis à criação de um serviço do tipo oferecido pela B2U editora.
Intenção na B2U editora
O sócio diretor, Daniel Wjuniski, sempre prezou pela qualidade e veracidade das informações fornecidas no site. Como não há uma legislação no que concerne a Internet, há muitas informações erradas espalhadas na rede, sejam elas intencionais ou não. O modo encontrado pela empresa a garantir a veracidade de informações, pois se trata de um portal que fornece informações sobre a saúde das pessoas, eles foram atrás de especialistas nos assuntos tratados no site, com credenciais, firmaram acordos, de forma que o conteúdo disponibilizado por estes especialistas não é cobrado ao portal. Eles fornecem visto que vão divulgar seus serviços, além de estarem cientes que seu artigo pode mudar a vida de uma pessoa ( o que realmente acontece, já que a empresa recebe emails de agradecimentos falando como o portal ajudou o indivíduo a melhorar a qualidade de vida, a diferença que realmente fez) .
Além disso, as metas da empresa são:
Primeira meta: atrair as pessoas sem que haja a necessidade de se investir diretamente nisso.
Segunda meta: construir a maior biblioteca de saúde e bem estar do Brasil, baseando-se em três pilares: · Editorial: produção de mais de 10 mil textos por mês, revisados pela editora-chefe; · Alianças: parcerias com 200 profissionais de saúde de todo o Brasil que fornecem conteúdo para o portal; · Fórum: conteúdo produzido pelos usuários, a partir da interação entre eles. Terceira meta : maior desafio que o portal possui. Eles têm como objetivo entregar ao usuário o conteúdo certo, de forma certa, na hora certa. É o que os funcionários chamam de “terapia da informação”. Para tanto, é necessário saber exatamente o que cada usuário necessita e deseja, a fim de fornecer a ele um conteúdo exclusivo e de qualidade.
Quarta meta: fazer diferença na vida dos usuários, utilizando frase dita pelo próprio sócio-diretor da empresa, Daniel. A B2U Editora preocupa-se em ser relevante e necessária à sociedade, trabalhando sempre com o intuito de melhorar a qualidade de vida deles, no que se refere à saúde e bem estar dos mesmos. O dinheiro, para eles, é conseqüência.
Para melhor quantificar e controlar esta meta, a organização a descreve desta forma: ela pretende fazer seus usuários perderem 35 toneladas, reduzir em 20% o sedentarismo da base e aumentar expectativa de vida deles em 1,5 anos neste ano de 2010.
Vemos principalmente nas últimas três metas a intenção da empresa em realizar um serviço eticamente.
Ações na B2U editora Apesar de uma empresa ter intenção de agir eticamente, o passo seguinte é ver se suas ações estão alinhadas com as intenções. Muitas vezes, a empresa pode ter certa visão, missão e valores, estar aquém destes, e ainda assim obter resultados financeiros positivos.
Entretanto, no contexto atual, em que há uma tendência a uma maior ação ética das empresas, seja por exigência da sociedade em geral, em que o “politicamente correto” esteja permeando todas as esferas da vida pública ou privada, mesmo que superficialmente – em que há um maior moralismo pelas pessoas, mesmo que nos processos internos do indivíduo o que é considerado “politicamente correto” não esteja internalizado da maneira que a sociedade considera correto, mas mesmo assim a pessoa aja de acordo com o que o todo considera o certo, reprimindo o que realmente pensa, o que pode acarretar ações não condizentes com o que a pessoa fale - uma organização que realiza sua ações com ética, está mais apta a sobreviver a longo prazo, tendo esta como uma vantagem competitiva.
A ação observada no Portal Minha Vida, coerente com as suas intenções, são além de procurar sempre fornecer informações verdadeiras aos usuários do site, é também manter uma política interna de atitude ética.
Para avaliar o desempenho dos funcionários, uma matriz, medindo suas atitudes, se foram coerentes com os valores da empresa, e o seu desempenho. Se um funcionário está localizado com um baixo desempenho e suas atitudes não foram coerentes, isso significa que além dele não ter feito um trabalho satisfatório, suas ações não estão alinhadas com a ética da empresa, o que, na maioria das vezes significa que o funcionário não está agindo corretamente ( fato assegurado pelo sócio da empresa), e ele é mandado embora. O mesmo ocorre se um funcionário tenha obtido (supostamente) o melhor desempenho entre todos, conseguiu cumprir todas as suas metas ( a empresa, para conseguir realizar as metas citadas acima, determina metas quantitativas para cada setor, por exemplo, ter um aumento nas vendas do programa de emagrecimento em uma certa porcentagem), porém suas atitudes não estiveram de acordo com os valores da empresa. Apesar dos resultados positivos obtidos, como sua atitude não é coerente, ele é despedido. Daniel afirma que é essencial a coerência das atitudes das pessoas que trabalham na empresa com os valores dela.
Portanto, pode-se ver que os três pilares da ética empresarial,intenção, ação e circunstâncias, são consideradas em cada tomada de decisão de uma empresa de sucesso em sua área, sendo que nos últimos dois anos ela cresceu vertiginosamente, e a previsão nos próximos anos é de um crescimento neste mesmo patamar.
Bibliografia:
MINHA VIDA :www.minhavida.com.br. Dados obtidos com visitas a empresa para a disciplina de Projetos Organizacionais.
Nova Contribuição - post integrativo grupo 7 - 11/06/2010 Cultura Organizacional e Ética no Brasil
Podemos traçar um paralelo entre os dois temas ‘Ética’ e ‘Cultura Organizacional no Brasil’, para melhor analisarmos a situação de algumas empresas brasileiras atualmente, no que tange à prática de ações éticas e morais. Após a realização de pesquisas sobre situação que envolvem o uso da ética em organizações brasileiras, chegamos a vários casos de desrespeito ético, ou assédio moral. A partir desses casos, relacionamos a cultura organizacional brasileira com as ocorrências de ausência ética organizacional no Brasil.
O assédio moral caracteriza-se pela pressão psicológica, correspondendo a qualquer conduta abusiva, repetida e sistemática do empregador contra a dignidade ou integridade psíquica do empregado, e é recorrente em diversas organizações no mundo todo, inclusive no Brasil. Diversos exemplos podem ser citados, e um dos mais conhecidos no meio empresarial brasileiro é o caso da Ambev, onde os funcionários relataram casos em que a empresa humilhava e agredia, moral e fisicamente, quem não cumprisse as metas estabelecidas.
Os casos de assédio moral da Ambev tomaram proporções nacionais assim que as vítimas divulgaram as agressões à imprensa. O trecho a seguir foi retirado do site do TST – Tribunal Superior do Trabalho, e refere-se ao caso de um homem eticamente agredido pela empresa, que foi posteriormente indenizado em R$ 70 mil : “O regulamento das chamadas ‘reuniões motivacionais’ tinha como título ‘Universidade AmBev’, constando os métodos que os gerentes deveriam adotar: se as metas não fossem atingidas, o empregado era obrigado a fazer flexões, apoios e polichinelos até a exaustão. No caso, o empregado recebia a punição com o chefe pisando-lhe as costas. Depoimentos de outros empregados comprovaram que um dos supervisores portava arma de fogo e canivete militar de grande porte, tendo dado tiros no emblema da empresa concorrente.
Segundo os depoimentos, era comum ao supervisor aplicar ‘safanões, tapas nas costas, gravatas e xingamentos nos empregados, forçando os demais a xingarem em coro, quando o empregado chegava atrasado’. Os funcionários punidos eram fotografados com os prêmios obtidos em forma de excrementos humanos. A foto era mantida no mural por um mês. Por suspeita de roubo, o supervisor submeteu o empregado, e alguns colegas, a revista íntima, totalmente despidos, em uma situação de completa humilhação humana.”
Segundo estudos sobre o estilo brasileiro de gerir, há diversos traços comuns mutuamente relacionados que aparecem com maior freqüência na gestão brasileira. Entre eles podemos citar quatro que se relacionam com a falta de ética: concentração de poder, impunidade, aversão ao conflito e postura de espectadador.
Um caso de extremo desrespeito moral como o da Ambev só foi possível dada à excessiva concentração de poder aos gestores da empresa, que com isso criaram as próprias regras punitivas aos seus funcionários. Utilizando-se do excessivo poder, esses gestores conseguiam fazer os funcionários aceitarem essas atitudes, pois temiam uma demissão. De fato, a maior prova de que havia grande concentração de poder é o fato de que esses líderes tinham legitimidade entre os funcionários e recursos para demitir um deles caso não respeitasse às suas técnicas punitivas.
Esses gestores ficaram por muito tempo sujeitos à impunidade, dado que outros casos como o já citado ocorreram. Essa impunidade está diretamente relacionada com a atitude tipicamente organizacional brasileira de aversão ao conflito e à postura de espectador. Os demais funcionários calavam-se frente ao evidente assédio moral, e preferiam consentir, evitar o conflito e até participar da humilhação ao denunciar e estar sujeito à perda do emprego.
Organizações com o porte e importância da Ambev, consolidadas e líderes de mercado deveriam ter uma maior preocupação com o ambiente de trabalho, e não apenas com os resultados atingidos pelos funcionários, através de repressões e danos a estes. Mesmo não usando técnicas tão humilhantes, existem hoje muitas organizações que tratam mal seus funcionários por não atingirem as suas metas, passando muitas vezes dos limites morais.
Como nos foi apresentado, a ética e as organizações devem ser ligadas pelo fato de que a primeira poder ser utilizada pela segunda para gerar vantagem competitiva, e para melhorar o ambiente de trabalho nas empresas, e não para se anularem. A ética deveria ser um conjunto de regras morais defendidas e aplicadas pelos gestores, para a manutenção de um ambiente respeitoso, agradável e correto às organizações. A quebra dessa moral estabelecida rompe com o ambiente equilibrado e desgasta psicologicamente os funcionários, o que pode afetar em seu desempenho profissional. As empresas que visam constantemente o lucro, e esquecem alguns princípios, como respeito pelos seus funcionários, acabam perdendo em outros aspectos. Podem ocorrer quedas na produção por desmotivação dos trabalhadores, conflitos de agência, abusos de poder e insatisfação dos funcionários.
É, portanto, função do gestor perceber o quão importante é a ética para o funcionamento das empresas e para a geração do bem estar de seus funcionários, e implantá-la no dia a dia da organização. E para os gestores brasileiros, é importante atentar para que características e estruturas organizacionais não proporcionem lacunas para a ausência de ética nas empresas. Bibliografia http://www.direitonet.com.br/noticias/exibir/9934/Ex-empregado-da-AmBev-sera-indenizado-por-maus-tratos - acesso em 10/06/2010
NOVA CONTRIBUIÇÃO – 11/06/2010 – Grupo 15 Contribuição integrativa A ética em organizações é acima de tudo uma questão cultural das organizações, uma vez que as práticas aprendidas, conhecidas e estabelecidas via sensemaking criam um ambiente consentido pelas pessoas e internalizado. No mundo corporativo, a chamada “contabilidade criativa”, a qual se utiliza de subterfúgios para atingir menor tributação ou burlar números a fim de atrair investidores, é exemplo de falta de ética empresarial. Diferentemente do que ignorantes do assunto – em geral brasileiras que falam mal do Brasil, culturas do mundo inteiro sofrem do mal da ética empresarial. A corrupção pública é um dos temas mais citados do assunto. No entanto, nas corporações inúmeras ações antiéticas acontecem sob vários motivos. Um deles é manter acionistas sob controle e conseguir mais investidores. Esse foi o caso da Enron, empresa norte-americana, que foi alvo de escândalos de corrupção há alguns anos.
Outra questão é a absorção de uma cultura organizacional (sensemaking) propícia a antiética. Como exemplo, existem empresas em que a prática de desrespeito com dilemas ambientais e sociais é usada em prol de resultados financeiros melhores ou bônus pessoais. Uma pessoa recém ingressada na organização pode estranhar que seus pares agem desconsiderando o efeito de suas ações sob a sociedade. No entanto, se essa pessoa não tiver valores sólidos, possivelmente será envolta pelo ambiente corporativo e absorverá a cultura organizacional. Assim, após internalizada a cultura, essa pessoa agirá normalmente sem questionar princípios. Um exemplo bastante polêmico desse tema é o caso do ex-soldado alemão Heinrich Boere que fez parte da organização nazista SS e matou três civis holandeses durante a Segunda Guerra. Boere alegou posteriormente que somente cumpria ordens. Outro exemplo é o fantástico filme “O Leitor” (2009) em que a personagem principal, ex-carcereira da Segunda Guerra, internalizou o discurso nazista como aceitável e passou a não o questionar, executando ordens que mataram pessoas. http://www.youtube.com/watch?v=I50ZKFCqr8g (“O Leitor”)
Outro ponto de vista a ser abordado referente a ética é a respeito da escolha estratégia. Para algumas empresas, a ética é fator competitivo. Como exemplo, empresas de auditoria, que tem como seu principal entregável o intangível confiança. A queda da confiança foi resultado da falência de uma das maiores empresas de auditoria do mundo, a Arthur Andersen, envolvida na auditoria da empresa Enron.
Ética
Impulsionado por diferentes acionistas e clientes, inúmeras empresas começam a sentir a necessidade de tomar ações éticas, e vigiar suas decisões, de modo que não danifiquem sua imagem.
A ética pode ser considerada normativa ou descritiva. Uma ética normativa auxilia em dilemas éticos encarados por administradores, investigando os efeitos de determinadas ações e auxiliando os administradores a decidirem o que é certo ou errado para cada uma das situações cotidianas, atribuindo regras e normas a cada uma das ações, estas que são ou deveriam ser instituídas pelo governo; sua utilização é tão comum, que atualmente, a maior parte das empresas possui um código interno de ética. Já a ética descritiva utiliza-se de estudos científicos para analisar os comportamentos reais da organização e membros. A partir de tais conceitos, resta à organização decidir se a ética pode ser entendida como um conjunto de normas e regras aceitas para qualquer ocasião, em qualquer local; ou decorrem de ações passadas que podem ser usadas para o presente.
Uma das ligações entre ética e organizações é o fato de que a primeira pode ser utilizada pela segunda para geração de uma vantagem competitiva. Este fato pode ser reiterado pelas afirmações de Friedman, o qual afirma sobre a objetividade financeira à qual a organização se compromete, sem negar os compromissos éticos por ela gerados, ou seja, uma não elimina a outra.
Potter e Kramer afirmam que a ética deve ser utilizada para dar suporte ao contexto competitivo e melhorar a qualidade do ambiente em que as empresas se encontram.
Outro ponto de vista, de acordo com Soares, defende a idéia de que a ética deve ser buscada por cada indivíduo, e não apenas um resultado de códigos, o que pode gerar benefícios para toda a organização.
Uma forma de gestão que permite o individualismo é uma burocracia mais liberal. Neste caso, cada indivíduo passa a ser mais criterioso e agir mais eticamente. O argumento contra burocracia é seu caráter técnico que permeia as ações e os pensamentos da maioria de seus membros, pois desta forma, os indivíduos acabam se desligando de seu papel como responsáveis pelo bom exercício ético e social.
Um dos maiores problemas vistos pelas empresas é o paradoxo entre a ética e os negócios. Quinn e Jones defendem a idéia de que toda vez que os lucros são vistos como objetivo principal da empresa, a ética sai no prejuízo- isso se dá pelo fato desta última poder causar gastos (mão de obra e matérias primas mais caras), e neste caso, serem cortadas em detrimento do primeiro. Do mesmo modo, empresas que muitas vezes agem eticamente, às vezes podem ser consideradas antiéticas por usarem suas ações moralmente corretas como meio de autopromoção. E é neste ponto que se encontra o maior paradoxo da ética e dos negócios: se uma organização não toma atitudes éticas, ela é antiética, ao passo de que se o faz, pode ter o mesmo fim. Ademais, muitas das ações éticas providas por empresas não são resultado de sua preocupação com o mundo, e sim, de pressões de grupos de interesses.
Na prática, o ato pode ser considerado ou não ético dependendo do contexto, ao mesmo tempo em que seguir as regras puramente, como visto anteriormente, pode ter efeitos antiéticos. Uma atitude mais racional, portanto, seria conciliar os dois conceitos acima, ou seja, considerando o contexto em que cada organização está inserida, ela deve construir suas regras e adaptá-las às circunstancias e à época em que se insere, podendo, eventualmente, quebrá-las para que determinados fins éticos sejam atingidos.
Para citar a utilização da ética na prática, o livro faz menção a um estudo de Gordon, que por algum tempo explorou e analisou o serviço policial de New South Wales. Nesta organização, fora possível notar inúmeras ações antiéticas que permeavam o cotidiano dos policiais: abuso de autoridade, subornos, vendas de drogas, dentre outros; tais atividades eram livremente exercidas e suplantadas pelo poderio dos mais altos cargos da unidade, desta forma, o autoritarismo e a disciplina rudes levavam todos os policiais, mesmo os que não eram corruptos, a aceitarem tais atividades. Para tentar abolir tais práticas, Mr. Peter Ryan passou a adotar reformas, utilizando-se de teorias modernas. Desta forma, após algum tempo, fora implantado o “Operations Control review”, cuja principal função era através de transmissões televisivas para todas as unidades, realizar entrevistas com diferentes áreas, e de maneira seca e direta, cobrar resultados. Entretanto, tais análises eram muito superficiais e não permitiam que detalhes relevantes fossem considerados, desta forma, a organização foi transformada em uma instituição de busca de resultados, sendo eles relevantes ou não para a mesma.
Tal exemplo ilustra um mau exercício de autoridade e das teorias organizacionais elucidadas ao longo do livro de Clegg, pois para se ter uma real noção dos problemas e dilemas éticos que circundam uma organização, primeiramente, ela deve estar aberta a discussões, permeadas ou não de regras preestabelecidas.
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 08/06/2010, GRUPO 05
Buscando uma maior profundidade do tema, mostrando as vantagens da Ética dentro das empresas e como ela é motivada, o grupo gostaria de dividir a reportagem abaixo, retirada da revista Rumos (editada) que traz importantes informações a respeito da Ética empresarial.
Rumos conversou (...) com a especialista Maria Cecilia Coutinho de Arruda, que estuda e trabalha com ética empresarial na Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo.
Acredita a expert que ética e lucro não apenas são compatíveis, mas essenciais. E argumenta: "A função de toda empresa é gerar produtos, serviços ou idéias que atendam às necessidades da população, da comunidade, da sociedade. Se ela não fizer isso de uma maneira lucrativa, eficaz, significa que não está usando adequadamente os recursos disponíveis, sejam eles humanos, de capital ou tecnológicos. E todos eles têm que ser eficazes e de qualidade moral. A empresa não lucrativa é incompetente e a incompetência não é ética." Ela entende que o lucro em si não é o problema, mas sim como ele é conseguido e de que forma é usado: "O lucro abusivo, gerado a partir da exploração de recursos humanos ou naturais, é um exemplo de mau uso. E isso é falta de ética."
Onda de transparência - Cecilia ensina que os fundamentos da ética empresarial se baseiam em tripé composto de intenção, ação e circunstâncias. Esses três pontos devem ser eficazes e constar tanto da estratégia como da política econômica das empresas, sejam elas públicas, privadas ou sem fins lucrativos: "Quando a intenção dos lucros é distorcida, provavelmente o modo para se alcançar esse lucro será antiético. Da mesma forma, as políticas das empresas - que em última instância são as suas ações - também precisam ser boas. Por último, deve-se levar em consideração as circunstâncias e as conseqüências dessas ações. Se as conseqüências forem ruins, não adianta ter boa vontade ou boa intenção." Para evitar distorções, Cecilia recomenda que se leve em consideração esses três fatores em cada tomada de decisão da empresa.
Para a reportagem completa clique aqui.
Percebemos pelo trecho extraído da reportagem que cada vez mais, as empresas e seus funcionários entendem a importância da Ética dentro de suas empresas. A ética, hoje, não é mais vista como um diferencial, mas sim como um pré-requisito para as empresas.
Isso fica mais claro quando analisadas empresas do exterior, como dos Estado Unidos, União Européia e Ásia. Mas, como coloca o artigo em um trecho não publicado aqui, o brasileiro ainda não é muito adepto deste pensamento. No Brasil, existe ainda o medo do desemprego, por isso muitos optam pela omissão. Para não serem demitidos, muitos apenas ignoram ações que as empresas onde trabalham tomam que julgam anti-éticas. Além disso, existe o medo de não conseguir mais emprego se fizer a denúncia, pelo fato de nenhuma empresa confiar mais naquele funcionário, que delatou sua antiga empresa. Entretando, há também aqueles funcionários que, mesmo omissos, não compactuam com a falta de ética e mudam da empresa onde trabalham ou até de profissão.
A ética dentro da empresa esta cada vez mais se tornando um fator menos diferecial e mais necessário. É importante essa percepção pois a agregação dela à empresa trará melhores resultados e, além de tudo, melhorará a imagem da empresa.
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 09/06/10,GRUPO 04
Grupo 4 – Complementação
Ética nas organizações
Visto o material disponibilizado pelo grupo acerca o assunto “Ética nas organizações”, e analisada a argumentação da expert em ética empresarial, Maria Cecilia Coutinho de Arruda, que ética e lucro não apenas são compatíveis, mas essenciais, vamos, nesta contribuição analisar as ações de uma empresa que pode ser considerada ética, pois além de prestar um serviço à população que visa à melhoria de vida dela, ainda consegue um alto retorno financeiro, sendo utilizado continuamente em melhoria de seus serviços para prover uma melhor assistência a seus clientes.
A empresa em questão se chama “B2U Editora”¸ ela controla o portal na internet intitulado Minha Vida (www.minhavida.com.br) e oferece serviços de emagrecimento online (este sendo um serviço pago), além de fornecer, no portal, a seus usuários reportagens sobre saúde, alimentação, beleza, fitness, gravidez e cuidados com o bebê, tendo como suporte especialistas renomados e editoriais responsáveis. Além disso, promoveria a interação entre especialistas e usuários, estimulando a formação de comunidade através de ferramentas como o “fórum”.
Veremos aqui como a estratégia da empresa se utiliza dos alicerces da ética empresarial, intenção, ação e circunstâncias, mesmo que, aparentemente, não tenha um conhecimento profundo sobre eles, apenas uma visão ética embrenhada em sua visão, missão e valores.
Circunstâncias na B2U editora
O portal foi lançado em 2004 pelo nome de Dieta e Saúde, oferecendo somente o programa de emagrecimento.
O sócio diretor da empresa, Daniel Wjuniski,juntamente com seu sócio, perceberam que as pessoas tinham uma crescente preocupação e interesse em informações acerca de bem estar e saúde. Nas palavras do próprio Daniel, “há 50 anos, fumar era cool, academia não existia, não tinha protetor solar. Hoje, estar suado em dry fit é melhor do que ter relógio no braço”.
Além desta percepção da necessidade de mercado, havia previsões otimistas sobre a indústria de saúde e bem estar. Esta indústria, que incluía também as academias, seria próxima a chegar a um trilhão de dólares no mundo.
A empresa somente expandiu seu negócio de modo a fornecer gratuitamente informações sobre saúde e bem-estar em 2005, quando começou a firmar parcerias com grandes portais como MSN, Yahoo e UOL, gerando conteúdo sobre esses assuntos para eles, de modo a expandir o nome da marca Minha Vida.
Portanto, as circunstâncias de uma preocupação crescente com bem-estar, saúde aliado à expansão do uso da tecnologia pelos consumidores, foram favoráveis à criação de um serviço do tipo oferecido pela B2U editora.
Intenção na B2U editora
O sócio diretor, Daniel Wjuniski, sempre prezou pela qualidade e veracidade das informações fornecidas no site. Como não há uma legislação no que concerne a Internet, há muitas informações erradas espalhadas na rede, sejam elas intencionais ou não. O modo encontrado pela empresa a garantir a veracidade de informações, pois se trata de um portal que fornece informações sobre a saúde das pessoas, eles foram atrás de especialistas nos assuntos tratados no site, com credenciais, firmaram acordos, de forma que o conteúdo disponibilizado por estes especialistas não é cobrado ao portal. Eles fornecem visto que vão divulgar seus serviços, além de estarem cientes que seu artigo pode mudar a vida de uma pessoa ( o que realmente acontece, já que a empresa recebe emails de agradecimentos falando como o portal ajudou o indivíduo a melhorar a qualidade de vida, a diferença que realmente fez) .
Além disso, as metas da empresa são:
Primeira meta: atrair as pessoas sem que haja a necessidade de se investir diretamente nisso.
Segunda meta: construir a maior biblioteca de saúde e bem estar do Brasil, baseando-se em três pilares:
· Editorial: produção de mais de 10 mil textos por mês, revisados pela editora-chefe;
· Alianças: parcerias com 200 profissionais de saúde de todo o Brasil que fornecem conteúdo para o portal;
· Fórum: conteúdo produzido pelos usuários, a partir da interação entre eles.
Terceira meta : maior desafio que o portal possui. Eles têm como objetivo entregar ao usuário o conteúdo certo, de forma certa, na hora certa. É o que os funcionários chamam de “terapia da informação”. Para tanto, é necessário saber exatamente o que cada usuário necessita e deseja, a fim de fornecer a ele um conteúdo exclusivo e de qualidade.
Quarta meta: fazer diferença na vida dos usuários, utilizando frase dita pelo próprio sócio-diretor da empresa, Daniel. A B2U Editora preocupa-se em ser relevante e necessária à sociedade, trabalhando sempre com o intuito de melhorar a qualidade de vida deles, no que se refere à saúde e bem estar dos mesmos. O dinheiro, para eles, é conseqüência.
Para melhor quantificar e controlar esta meta, a organização a descreve desta forma: ela pretende fazer seus usuários perderem 35 toneladas, reduzir em 20% o sedentarismo da base e aumentar expectativa de vida deles em 1,5 anos neste ano de 2010.
Vemos principalmente nas últimas três metas a intenção da empresa em realizar um serviço eticamente.
Ações na B2U editora
Apesar de uma empresa ter intenção de agir eticamente, o passo seguinte é ver se suas ações estão alinhadas com as intenções. Muitas vezes, a empresa pode ter certa visão, missão e valores, estar aquém destes, e ainda assim obter resultados financeiros positivos.
Entretanto, no contexto atual, em que há uma tendência a uma maior ação ética das empresas, seja por exigência da sociedade em geral, em que o “politicamente correto” esteja permeando todas as esferas da vida pública ou privada, mesmo que superficialmente – em que há um maior moralismo pelas pessoas, mesmo que nos processos internos do indivíduo o que é considerado “politicamente correto” não esteja internalizado da maneira que a sociedade considera correto, mas mesmo assim a pessoa aja de acordo com o que o todo considera o certo, reprimindo o que realmente pensa, o que pode acarretar ações não condizentes com o que a pessoa fale - uma organização que realiza sua ações com ética, está mais apta a sobreviver a longo prazo, tendo esta como uma vantagem competitiva.
A ação observada no Portal Minha Vida, coerente com as suas intenções, são além de procurar sempre fornecer informações verdadeiras aos usuários do site, é também manter uma política interna de atitude ética.
Para avaliar o desempenho dos funcionários, uma matriz, medindo suas atitudes, se foram coerentes com os valores da empresa, e o seu desempenho. Se um funcionário está localizado com um baixo desempenho e suas atitudes não foram coerentes, isso significa que além dele não ter feito um trabalho satisfatório, suas ações não estão alinhadas com a ética da empresa, o que, na maioria das vezes significa que o funcionário não está agindo corretamente ( fato assegurado pelo sócio da empresa), e ele é mandado embora. O mesmo ocorre se um funcionário tenha obtido (supostamente) o melhor desempenho entre todos, conseguiu cumprir todas as suas metas ( a empresa, para conseguir realizar as metas citadas acima, determina metas quantitativas para cada setor, por exemplo, ter um aumento nas vendas do programa de emagrecimento em uma certa porcentagem), porém suas atitudes não estiveram de acordo com os valores da empresa. Apesar dos resultados positivos obtidos, como sua atitude não é coerente, ele é despedido. Daniel afirma que é essencial a coerência das atitudes das pessoas que trabalham na empresa com os valores dela.
Portanto, pode-se ver que os três pilares da ética empresarial, intenção, ação e circunstâncias, são consideradas em cada tomada de decisão de uma empresa de sucesso em sua área, sendo que nos últimos dois anos ela cresceu vertiginosamente, e a previsão nos próximos anos é de um crescimento neste mesmo patamar.
Bibliografia:
MINHA VIDA :www.minhavida.com.br.
Dados obtidos com visitas a empresa para a disciplina de Projetos Organizacionais.
Nova Contribuição - post integrativo
grupo 7 - 11/06/2010
Cultura Organizacional e Ética no Brasil
Podemos traçar um paralelo entre os dois temas ‘Ética’ e ‘Cultura Organizacional no Brasil’, para melhor analisarmos a situação de algumas empresas brasileiras atualmente, no que tange à prática de ações éticas e morais. Após a realização de pesquisas sobre situação que envolvem o uso da ética em organizações brasileiras, chegamos a vários casos de desrespeito ético, ou assédio moral. A partir desses casos, relacionamos a cultura organizacional brasileira com as ocorrências de ausência ética organizacional no Brasil.
O assédio moral caracteriza-se pela pressão psicológica, correspondendo a qualquer conduta abusiva, repetida e sistemática do empregador contra a dignidade ou integridade psíquica do empregado, e é recorrente em diversas organizações no mundo todo, inclusive no Brasil. Diversos exemplos podem ser citados, e um dos mais conhecidos no meio empresarial brasileiro é o caso da Ambev, onde os funcionários relataram casos em que a empresa humilhava e agredia, moral e fisicamente, quem não cumprisse as metas estabelecidas.
Os casos de assédio moral da Ambev tomaram proporções nacionais assim que as vítimas divulgaram as agressões à imprensa. O trecho a seguir foi retirado do site do TST – Tribunal Superior do Trabalho, e refere-se ao caso de um homem eticamente agredido pela empresa, que foi posteriormente indenizado em R$ 70 mil :
“O regulamento das chamadas ‘reuniões motivacionais’ tinha como título ‘Universidade AmBev’, constando os métodos que os gerentes deveriam adotar: se as metas não fossem atingidas, o empregado era obrigado a fazer flexões, apoios e polichinelos até a exaustão. No caso, o empregado recebia a punição com o chefe pisando-lhe as costas. Depoimentos de outros empregados comprovaram que um dos supervisores portava arma de fogo e canivete militar de grande porte, tendo dado tiros no emblema da empresa concorrente.
Segundo os depoimentos, era comum ao supervisor aplicar ‘safanões, tapas nas costas, gravatas e xingamentos nos empregados, forçando os demais a xingarem em coro, quando o empregado chegava atrasado’. Os funcionários punidos eram fotografados com os prêmios obtidos em forma de excrementos humanos. A foto era mantida no mural por um mês. Por suspeita de roubo, o supervisor submeteu o empregado, e alguns colegas, a revista íntima, totalmente despidos, em uma situação de completa humilhação humana.”
Segundo estudos sobre o estilo brasileiro de gerir, há diversos traços comuns mutuamente relacionados que aparecem com maior freqüência na gestão brasileira. Entre eles podemos citar quatro que se relacionam com a falta de ética: concentração de poder, impunidade, aversão ao conflito e postura de espectadador.
Um caso de extremo desrespeito moral como o da Ambev só foi possível dada à excessiva concentração de poder aos gestores da empresa, que com isso criaram as próprias regras punitivas aos seus funcionários. Utilizando-se do excessivo poder, esses gestores conseguiam fazer os funcionários aceitarem essas atitudes, pois temiam uma demissão. De fato, a maior prova de que havia grande concentração de poder é o fato de que esses líderes tinham legitimidade entre os funcionários e recursos para demitir um deles caso não respeitasse às suas técnicas punitivas.
Esses gestores ficaram por muito tempo sujeitos à impunidade, dado que outros casos como o já citado ocorreram. Essa impunidade está diretamente relacionada com a atitude tipicamente organizacional brasileira de aversão ao conflito e à postura de espectador. Os demais funcionários calavam-se frente ao evidente assédio moral, e preferiam consentir, evitar o conflito e até participar da humilhação ao denunciar e estar sujeito à perda do emprego.
Organizações com o porte e importância da Ambev, consolidadas e líderes de mercado deveriam ter uma maior preocupação com o ambiente de trabalho, e não apenas com os resultados atingidos pelos funcionários, através de repressões e danos a estes. Mesmo não usando técnicas tão humilhantes, existem hoje muitas organizações que tratam mal seus funcionários por não atingirem as suas metas, passando muitas vezes dos limites morais.
Como nos foi apresentado, a ética e as organizações devem ser ligadas pelo fato de que a primeira poder ser utilizada pela segunda para gerar vantagem competitiva, e para melhorar o ambiente de trabalho nas empresas, e não para se anularem. A ética deveria ser um conjunto de regras morais defendidas e aplicadas pelos gestores, para a manutenção de um ambiente respeitoso, agradável e correto às organizações. A quebra dessa moral estabelecida rompe com o ambiente equilibrado e desgasta psicologicamente os funcionários, o que pode afetar em seu desempenho profissional. As empresas que visam constantemente o lucro, e esquecem alguns princípios, como respeito pelos seus funcionários, acabam perdendo em outros aspectos. Podem ocorrer quedas na produção por desmotivação dos trabalhadores, conflitos de agência, abusos de poder e insatisfação dos funcionários.
É, portanto, função do gestor perceber o quão importante é a ética para o funcionamento das empresas e para a geração do bem estar de seus funcionários, e implantá-la no dia a dia da organização. E para os gestores brasileiros, é importante atentar para que características e estruturas organizacionais não proporcionem lacunas para a ausência de ética nas empresas.
Bibliografia
http://www.direitonet.com.br/noticias/exibir/9934/Ex-empregado-da-AmBev-sera-indenizado-por-maus-tratos - acesso em 10/06/2010
NOVA CONTRIBUIÇÃO – 11/06/2010 – Grupo 15
Contribuição integrativa
A ética em organizações é acima de tudo uma questão cultural das organizações, uma vez que as práticas aprendidas, conhecidas e estabelecidas via sensemaking criam um ambiente consentido pelas pessoas e internalizado. No mundo corporativo, a chamada “contabilidade criativa”, a qual se utiliza de subterfúgios para atingir menor tributação ou burlar números a fim de atrair investidores, é exemplo de falta de ética empresarial. Diferentemente do que ignorantes do assunto – em geral brasileiras que falam mal do Brasil, culturas do mundo inteiro sofrem do mal da ética empresarial. A corrupção pública é um dos temas mais citados do assunto. No entanto, nas corporações inúmeras ações antiéticas acontecem sob vários motivos. Um deles é manter acionistas sob controle e conseguir mais investidores. Esse foi o caso da Enron, empresa norte-americana, que foi alvo de escândalos de corrupção há alguns anos.
Outra questão é a absorção de uma cultura organizacional (sensemaking) propícia a antiética. Como exemplo, existem empresas em que a prática de desrespeito com dilemas ambientais e sociais é usada em prol de resultados financeiros melhores ou bônus pessoais. Uma pessoa recém ingressada na organização pode estranhar que seus pares agem desconsiderando o efeito de suas ações sob a sociedade. No entanto, se essa pessoa não tiver valores sólidos, possivelmente será envolta pelo ambiente corporativo e absorverá a cultura organizacional. Assim, após internalizada a cultura, essa pessoa agirá normalmente sem questionar princípios. Um exemplo bastante polêmico desse tema é o caso do ex-soldado alemão Heinrich Boere que fez parte da organização nazista SS e matou três civis holandeses durante a Segunda Guerra. Boere alegou posteriormente que somente cumpria ordens. Outro exemplo é o fantástico filme “O Leitor” (2009) em que a personagem principal, ex-carcereira da Segunda Guerra, internalizou o discurso nazista como aceitável e passou a não o questionar, executando ordens que mataram pessoas.
http://www.youtube.com/watch?v=I50ZKFCqr8g (“O Leitor”)
Outro ponto de vista a ser abordado referente a ética é a respeito da escolha estratégia. Para algumas empresas, a ética é fator competitivo. Como exemplo, empresas de auditoria, que tem como seu principal entregável o intangível confiança. A queda da confiança foi resultado da falência de uma das maiores empresas de auditoria do mundo, a Arthur Andersen, envolvida na auditoria da empresa Enron.